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Regra 50 30 20

20 de fevereiro de 2021

5 minutos de leitura

por Lendico

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A gente sabe que planejar e manter uma vida financeira saudável está entre as tarefas mais difíceis, para uma grande parte das pessoas. Hoje você encontra uma infinidade de modelos, técnicas e planilhas para acompanhamento dos seus gastos e, quanto mais complexos e exigentes eles passam a ser, mais fica fácil de serem abandonados.

Se você é uma dessas pessoas, que se complica quando o assunto é manter o controle da conhecida equação (Renda X Custos e Despesas), talvez o ideal seja começar com um método mais simples, aqueles que dinamizam sua vida e requerem pouco para serem aplicados. O maior trabalho será compreender a necessidade de segui-las.

Um dos sistemas de controle financeiro mais prático e talvez mais conhecido é o método 50 – 30 – 20. Ele consiste em separar sua renda em três grandes áreas, dentro da sua vida financeira. A partir disso, cabe a você compreender o que cabe em cada uma das áreas e alimentar a planilha:

  • Separe 50% para os gastos essenciais;
  • E, 30% para desejos e gastos pessoais;
  • 20% para investimentos e quitação de dívida

O que são os gastos essenciais?

Os 50% da primeira área nós dedicamos aos itens que não podem deixar de existir e, principalmente, de serem pagos em dia. Aluguel, contas fixas de água, luz e internet, saúde, compras de supermercado, entre outros. Esses itens são os que mantêm sua rotina em dia e merecem sua atenção. 

Vale a pena pensar muito bem em cada item que você considera imprescindível para o seu cotidiano. Não existe uma fórmula exata, mas para algumas pessoas, alguns itens são verdadeiramente mais essenciais que outros. Imagine que você é um profissional que trabalha em casa. Um plano de internet maior é essencial. Para alguém que trabalha fora e fica em casa apenas aos finais de semana, talvez não seja.

O que é considerado gastos pessoais?

Os 30% da segunda área são destinados aos seus desejos, vontades e aquilo que você opta por fazer, mas que sabe que seria possível ficar sem. Aqui entram itens como aquela compra de roupas extras que acontecem por desejo, um novo par de tênis que poderia esperar um pouco mais, o lazer de bares e restaurantes ou uma viagem pequena, de planejamento em curto ou médio prazo. 

O ideal é que essa área seja entendida como importante, mas ainda assim secundária diante das outras. Em meses onde seja possível poupar, as economias dessa área podem ser destinadas à próxima, onde você pode engordar um pouco mais seus investimentos, ou planos para quitação de dívidas.

Investimento ou quitação de dívidas

A última área é aquela em que você aloca 20% de sua renda líquida para a construção do seu futuro.

Nessa parte você precisa pensar em que tipos de investimento gostaria de desenvolver para o longo prazo. Se você tem dívidas, a melhor estratégia está em quitá-las antes de investir mais em outros pontos dessa área. Depois, um passo importante é construir um fundo de emergência, caso ainda não tenha um, ou semeá-lo, se por qualquer razão você o deixou esquecido por um tempo. O fundo de emergência garante tranquilidade para que você trabalhe bem com as outras áreas do sistema 50 30 20.

Por fim, pesquise sobre fundos de investimento, sejam eles de renda fixa ou não. Considere que tipo de patrimônio você gostaria de ter, como um bom plano de aposentadoria ou aquisição de bens, como uma casa.

Como implementar a regra 50 30 20?

Pensando em uma forma prática de implementar o sistema 50 30 20, considere algumas coisas:

Calcule toda renda, mas lembre-se que estamos falando do valor bruto. Nessa conta não entram impostos e quaisquer descontos. É o valor final que você tem a disposição e ele é o que você deverá inserir na planilha.

Some suas despesas e faça uma grande lista com ela. Essa lista é excelente para, inclusive, você visualizar melhor todos os itens que lhe custam dinheiro, mensalmente.

Separe as despesas nos três grupos que falamos acima. Pense bem onde você irá inserir cada um dos itens da lista geral que você construiu.

Depois de alocar todos os itens, faça cortes sempre que possível. Lembre-se que quanto mais recursos você poupar da segunda área, por exemplo, mais você terá para investir na terceira. 

Economize nas contas da casa. Considere cada pequena economia que tiver com água, luz e gás, transporte ou quaisquer outras, como vitórias que podem render um desejo atendido na segunda área, ou ainda mais investimentos e antecipação de parcelas de dívidas. 

Agora que entendeu o funcionamento do 50 30 20, que tal um exemplo bem simples, mas que pode lhe dar uma luz na hora de fazer o seu?

Vamos considerar o Matheus como uma pessoa que ganha líquido, R $4.000,00 mensais. De acordo com o nosso sistema, teríamos:

50% para os essenciais: R$ 2.000,00

30% para os pessoais: R$ 1.200,00 

20% para dívidas e Investimentos: R$ 800,00

Dentro da planilha, o Matheus vai alocar cada um dos itens da lista geral, junto com seus respectivos valores, dentro dessas três áreas. 

Agora considere que o Matheus tenha uma dívida de financiamento estudantil de R$ 2.000,00, que ele paga mensalmente em parcelas de R$ 200,00. Ou seja, em 10 meses ele pode quitar essa dívida. No entanto, dentro dos seus 20% para dívidas e investimento ele ainda tem R$ 600,00 mensais que poderiam ser alocados para aumentar o valor das parcelas dessa dívida e quitá-la mais rápido.

Essa é basicamente a mecânica do 50 30 20. Compreenda que o ideal é que os percentuais sejam sempre os mesmos, mas nada impediria o Matheus de fazer um esforço de alguns meses e cortar uma parte de seus custos pessoais, liberando dinheiro para, por exemplo, investir em um consórcio, enquanto quita sua dívida estudantil.

O mais importante é ir devagar enquanto se acostuma com o sistema. Ele é prático e pode, com o tempo, tornar sua vida financeira estável e ajudá-lo a pensar em um futuro confortável.

Outras dicas de finanças pessoais

Algumas práticas do dia-a-dia podem facilitar muito na hora de colocar seus gastos no sistema 50 30 20, ou simplesmente para levar uma vida mais tranquila e próspera. Já que estamos mesmo nesse assunto, aproveite para conferir 7 dicas de finanças pessoais para você nunca esquecer.

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